FIFA quer dobrar premiação da Copa feminina de 2027, mas sem igualdade

FIFA quer dobrar premiação da Copa feminina de 2027, mas sem igualdade

A FIFA pretende dobrar o prêmio em dinheiro da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, segundo fonte ouvida pela ESPN. O valor, porém, segue distante do pago no torneio masculino.

✍️ Wallyson Duarte 7 visualizações

Contexto e importância

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada no Brasil. É a primeira vez que o torneio chega à América do Sul. Qualquer decisão sobre o torneio ganha peso extra para o torcedor Brasileiro.

Agora, uma fonte ouvida pela ESPN afirma que a FIFA pretende dobrar o dinheiro em premiação em relação à edição anterior. É um salto grande, mas que não chega à igualdade com a Copa masculina.

O tema importa porque dinheiro de Copa não fica só nas federações. Ele paga preparação, estrutura e, em muitos casos, o salário real das jogadoras. Num esporte em que muitas atletas ainda lutam por condições básicas, cada dólar conta.

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Destaque

A FIFA mira dobrar a premiação da Copa Feminina de 2027, mas sem alcançar o valor pago no torneio masculino.

O que aconteceu

De acordo com a informação divulgada pela ESPN, a FIFA trabalha com a meta de dobrar o total de prêmios da Copa Feminina de 2027. A informação vem de uma fonte, não de um comunicado oficial.

Por isso, o número final ainda pode mudar. Valores e regras de distribuição costumam ser confirmados em reuniões formais do Conselho da entidade.

O ponto central é que o aumento, mesmo grande, deixa a competição abaixo da igualdade de pagamento. A própria FIFA já falou em reduzir a distância entre os torneios, mas a paridade total ainda não aparece nesse cenário.

Impacto no clube, na seleção e na competição

Para as seleções, mais dinheiro significa mais fôlego para planejar ciclos longos. Federações menores, que dependem de verba da FIFA, tendem a ser as mais beneficiadas.

Para as jogadoras, o impacto é direto. Na edição de 2023, a FIFA passou a garantir um valor mínimo individual, e a expectativa é que essa lógica continue na próxima Copa.

Para a competição, o aumento reforça a imagem de um produto em crescimento. Um prêmio maior também aumenta a pressão por estádios cheios, boa audiência e retorno comercial.

Dobrar o prêmio é avanço enorme. Igualar, ainda não.

Reação do mundo do futebol

A notícia deve dividir opiniões. De um lado, quem vê um passo importante e consistente, já que o valor cresce em ritmo forte a cada edição.

De outro, quem cobra igualdade plena. Jogadoras e sindicatos de atletas vêm defendendo há anos que o torneio feminino receba o mesmo tratamento financeiro do masculino.

Vale lembrar que, até a publicação, não há declaração oficial detalhada da FIFA sobre os números. Por isso, a leitura segura é de uma proposta em discussão, não de uma decisão fechada.

Histórico relevante

A premiação da Copa Feminina cresceu muito nos últimos ciclos. Em 2019, na França, o total ficou em torno de 30 milhões de dólares. Em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, subiu para cerca de 110 milhões.

Esse aumento veio depois de uma promessa pública do presidente Gianni Infantino de ampliar os valores e aproximar os dois torneios. A edição de 2023 também foi marcada pela conquista inédita da Espanha.

Ainda assim, a Copa masculina de 2022, no Catar, pagou cerca de 440 milhões de dólares. A distância sempre foi grande, e é ela que o debate atual tenta encurtar.

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Retrospecto

Entre 2019 e 2023, o total de prêmios da Copa Feminina quase quadruplicou, passando de cerca de 30 para cerca de 110 milhões de dólares.

Números e estatísticas

Se a meta se confirmar, o total de 2027 ficaria perto de 220 milhões de dólares, o dobro dos cerca de 110 milhões de 2023. Esse cálculo é apenas uma conta direta, não um valor anunciado.

Mesmo assim, o montante equivaleria a cerca de metade do pago na Copa masculina de 2022. Para 2026, o torneio masculino tem pote ainda maior, na casa de centenas de milhões a mais.

Os números mostram duas verdades ao mesmo tempo. O crescimento é real e acelerado, mas a diferença em termos absolutos continua enorme.

~US$ 30 miPremiação da Copa Feminina de 2019
~US$ 110 miPremiação da Copa Feminina de 2023
~US$ 440 miPremiação da Copa masculina de 2022

O que vem pela frente

O próximo passo é a confirmação oficial dos valores pela FIFA. Só então será possível saber quanto vai para o campeão, quanto vai para cada seleção e qual será o mínimo por jogadora.

Depois disso, o foco volta para o Brasil, anfitrião da Copa de 2027. A organização, os estádios e a venda de ingressos serão o teste de fogo do projeto.

Também vale acompanhar a reação das jogadoras e dos sindicatos. Eles tendem a pressionar por um calendário claro rumo à igualdade completa nas edições seguintes.

Opinião do especialista

Dobrar o prêmio é uma boa notícia, e seria injusto minimizar. Poucos esportes viram um crescimento tão rápido de receita em apenas quatro anos.

Mas igualdade é questão de princípio, não de ritmo. Enquanto o torneio feminino receber uma fração do masculino, a FIFA continuará sendo cobrada.

O Brasil, com a paixão que tem pelo futebol, pode ser o palco ideal para virar essa página. Uma Copa lotada em 2027 é o melhor argumento a favor de mais investimento.

A FIFA acerta ao dobrar o valor, mas o recado mais forte virá da arquibancada. Se o Brasil lotar os estádios em 2027, ficará muito difícil justificar qualquer diferença de pagamento nas próximas edições.

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